Alya Fibra

Curiosidades

Aqui você encontra informações, matérias e outros conteúdos interessantes e/ou curiosos sobre o setor têxtil, as fibras de poliéster e outras fibras.

Jaleco de médico: 95% contaminados

Contaminação atinge 95% dos jalecos médicos

José Maria Tomazela
Em vez de funcionar como equipamento de proteção, o jaleco médico pode ser fonte de contaminação. É o que mostra a pesquisa O potencial da vestimenta médica como possível fonte e veículo de transmissão de micro-organismos, divulgada nesta quarta-feira, 22, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), câmpus de Sorocaba. Das 96 amostras de aventais analisadas pelo estudo, 95,83% apresentavam micro-organismos. Entre eles estava a bactéria staphilococcus aureus, considerada um dos principais agentes de infecção hospitalar.

Foram avaliados os jalecos usados por residentes de medicina - dos seis anos da graduação - que atuam na enfermaria de clínica médica do hospital-escola do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, na rede estadual de saúde. A metade usava jalecos de mangas longas e a outra metade trazia a peça na versão curta. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e outras instituições de referência em biossegurança recomendam o uso dos jalecos como uma barreira de proteção contra a transmissão de micro-organismos.

"A função do jaleco como equipamento de proteção individual (EPI) é questionável e esse instrumento pode representar um possível veículo de transmissão de micro-organismos associados à infecção hospitalar se seu uso não for aliado a cuidados adequados", conta a professora orientadora da pesquisa, Maria Elisa Zuliani Maluf. O trabalho foi desenvolvido pelas alunas Fernanda Dias e Débora Jukemura.

"Essa elevada taxa de contaminação pode estar relacionada ao contato direto com os pacientes, aliada ao fato de os micro-organismos conseguirem permanecer entre 10 e até 98 dias nos tecidos encontrados em hospitais, como é o caso do algodão e do poliéster", explica Fernanda.

A ideia da pesquisa surgiu após a constatação de que alunos e residentes do hospital não tiravam o avental para almoçar em bares e restaurantes externos. O objetivo foi comparar a microbiota (conjunto de bactérias) existente nos jalecos, sobretudo na região do punho e na própria pele dessas pessoas, com a taxa de micro-organismos em profissionais que não usavam os jalecos.

O estudo mostrou que os aventais dos estudantes traziam micro-organismos principalmente nas áreas de contato frequente, como mangas e bolsos. A pele da região do punho, por exemplo, apresentou contaminação em 97,91% dos usuários de jaleco - taxa que caiu para 93,75% entre os não-usuários. "Evidencia-se que a contaminação nos usuários de jaleco não difere significativamente daqueles que não fazem seu uso, indicando mais uma vez que sua função como proteção pode ser questionada", diz a professora.

Os resultados mostraram ainda que o número de micro-organismos patogênicos aumentou consideravelmente nas coletas realizadas entre segunda e quinta-feira, dias de maior movimento na atividade médica. As pesquisadoras constataram também que a prática de lavar as mãos estava inadequada entre os profissionais.

"Essa prática deve ser estimulada antes e depois do contato com os pacientes pois consiste em uma conduta simples e importante na prevenção de infecções hospitalares", diz Débora. "A falta de higiene das mãos aumenta a contaminação dos jalecos, que são frequentemente tocados pelos médicos no exercício da sua profissão".
A PUC-SP pretende aprofundar os estudos sobre o tema para depois encaminhá-los à OMS.

23 de setembro de 2010
Categoria: Saúde
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo


Seleção apresenta camisa ecologicamente correta para usar na Copa do Mundo

Camisa da Seeleção BrasileiraA roupa que vestirá o Brasil em sua 19ª Copa do Mundo foi apresentada nesta quinta-feira num evento em Londres. O uniforme 1 da seleção, com a clássica composição de camisa amarela e calções azuis, foi a principal atração de um lançamento coletivo de uma grande marca internacional, que contou com novidades de mais nove seleções.

O destaque da nova camisa da seleção, segundo a fornecedora de material esportivo que mantém acordo com a CBF, é seu caráter ecologicamente correto. A camisa é feita com poliéster reciclado de garrafas plásticas. Cada peça foi produzida a partir de oito garrafas retiradas do meio-ambiente.

Visualmente, ela é mais discreta do que suas versões anteriores, pelo menos nos detalhes em verde, que aparecem na gola e em tiras sobre ombros e braços.

Na apresentação em um evento numa fábrica desativada em Londres, o atacante Alexandre Pato atuou como modelo da camisa amarela da seleção. O jogador do Milan, no entanto, não vem sendo convocado e sua presença na Copa é incerta. Isso porque, Luís Fabiano, Adriano, Robinho e Nilmar vêm sendo os preferidos de Dunga para a posição e foram convocados para o último teste antes do Mundial.

Portal UOL - 25/02/2010 - por Bruno Freitas


MYTH - My jeans are made of organic cotton so it´s okay to buy as many pairs as I want.

REALITY: When it comes to wasting water, organic jeans are as bad as regular ones.

Estimates vary, but it takes as much as 2,100 gallons of water to grow enough cotton - organic or otherwise - to produce just one pair of jeans, not including the water used to dye and finish the fabric. Says textile expert Gail baugh of San Fransico State: "In places where water is real issue, you have to ask if growing cotton is the best use of resources. Patagonia, for example, sells an R2 jacket, 40% of wich is made with polyester of the hand-me-down variety. - E.F.

April 12, 2010 FORTUNE


A sustentabilidade das fibras têxteis

Foram avaliados aspectos como; impacto à saúde pública, meio ambiente e consumo de energia

Objetivo deste artigo é tornar mais clara a discussão do tema sustentabilidade no setor têxtil, uma vez que essa indústria tem sido um dos principais responsáveis pelos impactos ambientais. As fibras analisadas são as mais importantes da cadeia têxtil: as naturais, algodão e lã; artificiais, viscose, viscose/bambu e liocel; e as fibras sintéticas, poliamida (náilon) e poliéster. A questão não é simplesmente dizer que essa ou aquela fibra têxtil é mais ou menos poluente, mas sim, ampliar o conhecimento do assunto, para que toda a cadeia de produção e consumo possa discutir e oferecer soluções que resolvam ou, pelo menos, reduzam esse impacto.

Foram avaliados aspectos ambientais dessas fibras tais como impacto à saúde pública e meio ambiente, o consumo de energia e eficiência energética, a utilização de recursos naturais renováveis ou não, matéria-prima renovável, consumo de água, além do gerenciamento do final de vida do produto, ou seja, sua capacidade de reuso, reciclagem e biodegradabilidade.
Cada um dos aspectos ambientais analisados foi colocado num eixo do gráfico 1 e recebeu uma avaliação de impacto (alto, médio e baixo). Foi efetuado um gráfico para cada uma das fibras analisadas. Quanto maior for a área preenchida do gráfico, maior o impacto geral provocado pela fibra.

Veja, a seguir, que cada fibra é avaliada conforme os seguintes aspectos ambientais:


Saúde


Algodão: É responsável por 24% do consumo de inseticidas e 11% do de pesticidas no mundo, embora utilize 2,4% da área total cultivada. Pode causar bicinose (disfunção pulmonar causada pela aspiração crônica de fibrilas de algodão).
Lã: Problemas de saúde causados por inseticidas.
Viscose: Problemas relacionados ao manuseio e contato com soda cáustica e ácido sulfúrico. Emissões interna de CS2 - Sulfeto de Carbono (com largo espectro de efeitos nocivos à saúde).
Viscose (bambu): Problemas relacionados ao manuseio e contato com a soda cáustica e ácido sulfúrico. Emissões interna de CS2 - Sulfeto de Carbono (com largo espectro de efeitos nocivos à saúde).
Liocel: Utiliza como solvente N-methylmorpholine-N-oxide não-tóxico, 99, 5% é recuperado e reutilizado no processo.
Poliamida: Nada expressivo relatado na literatura.
Poliéster: Nada expressivo relatado na literatura.


Meio Ambiente

Algodão: Contaminação do solo, da água e da fauna local por pesticidas, inseticidas e fertilizantes (esse último causa a eutroficação das águas). Degradação da terra causada por salinização e erosão.
Lã: Contaminação do solo, da água e da fauna local por inseticida. Emissões de gás metano (NH4) pelas ovelhas. Efluentes do processo de lavagem da lã contendo resíduos de inseticidas, detergentes e graxa.
Viscose: Emissões para a atmosfera de CS2 - Sulfeto de Carbono (alto efeito tóxico crônico) e H2S - Gás Sulfídrico (alto efeito tóxico agudo).
Viscose (bambu): Emissões para a atmosfera de CS2 - Sulfeto de Carbono (alto efeito tóxico crônico) e H2S - Gás Sulfídrico ( muito alto efeito tóxico agudo).
Liocel: potencialmente sem emissões tóxicas para água ou atmosfera.
Poliamida: Emissões para atmosfera de N2O - Óxido Nitroso, que atua no efeito estufa.
Emissões para atmosfera de NOx que atuam na acidificação da atmosfera.
Poliéster: Emissões para a atmosfera de VOC (compostos orgânicos voláteis). Emissões de efluentes contendo Antimônio.


Consumo de energia


Algodão: Considerada toda a sua vida útil, os produtos de algodão apresentam no total maior consumo de energia que os sintéticos. Os maiores consumos estão focados no combustível para máquinas agrícolas e tratores, na fiação e, principalmente, nos processos de manutenção (lavagem, secagem e passagem a ferro). As principais razões são: necessidade de lavagem mais intensa, maior tempo de secagem em função da maior absorção de água, necessidade de passagem a ferro, grandes perdas no processo de produção, notadamente na fiação (15 a 20%), menor vida útil do produto final.
Lã: Apesar de não existirem muitos dados disponíveis, apresenta consumo de energia inferior ao algodão, mas superior aos sintéticos. As principais razões são: necessidade de lavagem mais intensa, maior tempo de secagem em função da maior absorção de água, necessidade de passagem a ferro, grandes perdas no processo de produção, notadamente na fiação, menor vida útil do produto final.
Viscose: Apresenta alto consumo de energia para produção da fibra, alta absorção de água, necessidade de passagem a ferro e baixa durabilidade.
Viscose (bambu): Apresenta alto consumo de energia para produção de fibra, alta absorção de água, necessidade de passagem a ferro e baixa durabilidade.
Liocel: Apresenta alto consumo de energia para produção de fibra, alta absorção de água, necessidade de passagem a ferro e baixa durabilidade.
Poliamida: Apesar do maior consumo de energia para a produção de fibra (em comparação com as fibras naturais), isso é compensado ao longo da vida do artigo por: menor desperdício na cadeia, possibilidade de produtos mais leves, maior durabilidade e maior facilidade de manutenção (lavagem mais fácil, secagem mais rápida e não necessita de passagem a ferro).
Poliéster: Apesar do maior consumo de energia para a produção de fibra (em comparação com as fibras naturais), isso é compensado ao longo da vida do artigo por: menor desperdício na cadeia, possibilidade de produtos mais leves, maior durabilidade e maior facilidade de manutenção (lavagem mais fácil, secagem mais rápida e não necessita de passagem a ferro).


Utilização de recursos: matéria-prima renovável


Algodão: Biobased - A princípio utiliza matéria-prima renovável. Porém a degradação do solo e dos lençóis de água pode compromete sua renovação. Utiliza 2,4% da área cultivada no mundo.
Lã: Biobased - A princípio utiliza matéria-prima renovável.
Viscose: Biobased- Utiliza polpa de madeira ou línter de algodão. No primeiro caso é renovável embora em largas escalas o consumo pode se tornar maior que permite o ciclo de reflorestamento. No segundo, tem os mesmo impactos do plantio de algodão.
Viscose (bambu): Biobased - Bambu cresce naturalmente sem necessidade de pesticidas ou fertilizantes. Necessita muito menor uso de máquinas para plantio. A plantação de bambu recupera o solo, evita erosão e é grande fonte de fotossíntese.
Liocel: Biobased - Utiliza polpa de madeira e línter de algodão. No primeiro caso é renovável, embora em largas escalas o consumo pode se tornar maior que permite o ciclo de reflorestamento. No segundo, tem os mesmos impactos do plantio de algodão.
Poliamida: Petrobased - Utiliza como matérias-primas básicas petróleo e gás natural , não renováveis. As fibras sintéticas juntamente com os plásticos são responsáveis por 5% do consumo da cadeia petroquímica.
Poliéster: Utiliza como matérias-primas básicas petróleo e gás natural , não renováveis. As fibras sintéticas juntamente com os plásticos são responsáveis por 5% do consumo da cadeia petroquímica.


Utilização de recursos: consumo de água


Algodão: água para irrigação de sete mil a 29 mil litros por quilo de fibra segundo o local de plantio. No Brasil não se utiliza irrigação. Água usada nos processos de beneficiamento e acabamento.
Lã: Água para criação das ovelhas e lavagem de lã: 150 l/kg. Água usada nos processos de beneficiamento e acabamento.
Viscose: Água para produção de fibras: 640 l/kg. Água usada nos processos de beneficiamento e acabamento.
Liocel: Água para produção de fibras: 640 l/kg. Água usada nos processos de beneficiamento e acabamento.
Poliamida: Água para produção de fibras: 700 l/kg. Água usada nos processos de beneficiamento e acabamento.
Poliéster: Água para produção de fibras: 20 l/kg. Água usada nos processos de beneficiamento e acabamento.


Durabilidade: possibilidade de reuso


Algodão: Média durabilidade.
Lã: Média durabilidade.
Viscose: Baixa durabilidade.
Viscose (bambu): Baixa durabilidade.
Liocel: Baixa durabilidade.
Poliamida: Alta durabilidade.
Poliéster: Alta durabilidade.


Biodegradabilidade

Algodão: Biodegradável.
Lã: Biodegradável.
Viscose: Biodegradável.
Viscose (bambu): Biodegradável.
Liocel: Biodegradável.
Poliamida: Não é biodegradável.
Poliéster: Não é biodegradável.


Reciclagem


Algodão: Pode ser reciclado, mas o pequeno comprimento das fibras dificulta o processo. Os resíduos da fiação são reaproveitados para fios grossos e barbantes.
Lã: Facilidade de reciclagem em outros têxteis como feltros e não-tecido.
Viscose: Dificuldade de reciclagem em função do pequeno comprimento das fibras, baixa coesão e baixa resistência.
Viscose (bambu): Dificuldade de reciclagem em função do pequeno comprimento das fibras, baixa coesão e baixa resistência.
Liocel: Dificuldade de reciclagem em função do pequeno comprimento das fibras, baixa coesão e baixa resistência.
Poliamida: Possibilidade de reciclagem para plásticos de engenharia. Os resíduos da fiação de poliamida são utilizados na produção de fibras e plásticos.
Poliéster: Possibilidade de reciclagem para plásticos de engenharia. Os resíduos da fiação de poliamida são utilizados na produção de fibras e plásticos.


Comparativos

Toda atividade humana tem, em maior ou menor escala, seus impactos no meio ambiente e, obviamente, não é diferente com as fibras têxteis. Cada uma das fibras analisadas tem características e propriedades próprias que definem mercados específicos nas quais são comercializadas e, por isso mesmo, todas são produzidas e utilizadas. Portanto não se trata aqui de escolher a fibra que menos provoca impacto para substituir as demais, e nem de abdicar delas. Porém, é preciso nos conscientizarmos dos problemas gerados por cada uma dessas fibras e buscar soluções que se não os eliminem, pelo menos minimizem os danos. No caso das fibras naturais, como algodão e lã, o foco principal está na produção de fibras orgânicas, ou seja, sem o uso de pesticidas, herbicidas, desfoliantes ou adubos sintéticos afim de reduzir o que se caracteriza com sendo um dos maiores impactos ambientais de toda a cadeia têxtil. A produção de algodão orgânico ainda é muito pequena (1 a 2% da produção mundial de algodão), além de ser mais cara, menos produtiva e de menor qualidade, pois a plantação acaba ficando sujeita às pragas. No entanto, este cultivo ainda deve evoluir nos próximos anos.

As fibras artificiais, exceção feita ao liocel, têm seu principal problema nas emissões de CS2 e H2S que exigem instalações de sistemas de filtragem caríssimos, como os utilizados em algumas fábricas na Europa e EUA. Como boa parte da produção de viscose se deslocou para países em desenvolvimento ( Índia, China, leste Europeu e Brasil), não há nessas regiões o mesmo nível de regulamentação ambiental. Por isso, continuam potencialmente muito poluentes.

No caso específico da viscose feita a partir de bambu, que tem sido apontada como um "fibra ecológica", seu ganho está basicamente nas melhores características ambientais de cultura do bambu em relação às outras fontes de matéria-prima para produção de viscose (eucalipto e línter de algodão). Entretanto, está sujeita aos mesmos impactos da viscose comum, principalmente se produzida na Ásia e Leste Europeu.

As fibras sintéticas, das quais destacamos poliéster e poliamida, têm contra si principalmente o fato de serem produzidas a partir de petróleo e, portanto, de fonte não reonvável. Suas principais emissões poluentes, VOC’s no caso do poliéster e compostos Nitrosos no caso da poliamida, vem sendo minimizados por meio da utilização de sistemas de filtragem. Outro ponto focal dos sintéticos está no consumo de enrgia, porém esse é um problema da cadeia têxtil como um todo. Vários estudos mostram que em comparação com outras fibras, principalmente naturais, se considerarmos toda a vida útil de um produto têxtil até seu descarte final, os sintéticos consomem mais energia na fase inicial da produção da fibra, enquanto as naturais gastam mais na fase de uso final e manutenção. Na soma total acaba sendo favorável ao sintético numa proporção que depende da durabilidade do produto e do tipo de lavagem e secagem utilizados. Dados do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica do Grupo Eletrobrás mostram que 11% de toda energia elétrica consumida nas residências no Brasil é utilizada em máquinas de lavar, secadoras e ferro elétrico.



Descarte e reuso

Finalmente, quanto ao gerenciamento final de vidas dos produtos têxteis, as principais entidades de pesquisa no mundo são unânimes em colocar a seguinte ordem preferencial de destinação final: reuso, reciclagem, incineração para geração de energia e, em último caso, disposição em aterros sanitários.

O reuso cumpre uma função social importante, considerando a quantidade de pessoas carentes no mundo, notadamente em países pobres e em desenvolvimento, como o próprio Brasil. A reciclagem vem em segundo, pois permite prescindir da quantidade de matéria-prima substituída pelo volume reciclado e, consequentemente, de seu consumo de recursos e respectivo impacto ambiental. A incineração em usinas para a produção de energia é a terceira opção, sobretudo para regiões cuja matriz energética é muito dependente de energia térmica, embora sua queima gere CO2, como toda energia produzida pela queima de combustíveis. A disposição em aterros para biodegradação aparece como última opção devido à falta de espaço (sobretudo na Europa e Japão), emissões de NH4 durante o processo de decomposição e por ser a opção que traz menos benefícios quando comparada com as demais. Dessa forma, ser biodegradável não é uma característica ambiental muito importante para materiais têxteis, ao contrário do que ocorre com outros tipos de produtos como embalagens e detergentes.

* Professor do curso de Engenharia Têxtil da FEI e consultor de empresas
Revista Textília n 69 Jul/ Ago/ Set 2008